Mas acho interessante o fato de termos nossas marcas e nossos traços em corpos. É uma forma interessante de comunicação com o outro. Talvez uma necessidade de se mostrar? Quem sabe. Com certeza, casos de tatuagens de proporções corporais é um chamado gigantesco à atenção.
Não julgo cá o ato de mostragem ou não. Cada um faz o que bem quer ou o que mais necessitar.
Porém, nos últimos tempos, tenho percebido um aumento siginificativo nos carros, quanto aqueles adesivos automotivos em que as pessoas colocam figuras representanto o número de pessoas e animais na casa. É um tanto quanto atrativo, pois nos dá a ideia de um possível compatilhamento de felicidade entre os familiares em si.
E isso já acontecia há um certo tempo quando falávamos dos adesivos "bebê a Bordo". Um tanto quanto chamativo quanto qualquer outro. Falamos por meio dos nossos carros: "tem um bebê aqui. Ele tem tal nome."
Podemos até ser felizes por fazer isso, mostrar ao mundo qual é uma das maiores alegrias da vida - a família. Mas será que todas as pessoas entendem o recado como a gente? Será que tem alguém que possa se aproveitar disso?Qual a diferença que há em uma tatuagem de carro e uma do corpo? Temos semelhanças.
A do corpo é permanente e nenhum método de retirada é 100% eficaz. A do carro pode ser retirada com uma pequena espátula. Mas ambas são mostradas ao mundo, em algum momento.
Sei que a tatuagem pode ser coberta pela roupa. E que nem todas podem ser cobertas, de tão grandes.
Tatuar o nome do próprio filho no corpo, tem até significado de perpetuação do indivíduo em si. E no carro? "Fulano no carro" tem sentido de perpetuação? Ficamos sabendo do nomes dos outros sem que seja de fato necessário. Precisamos verificar o que estamos mostrando ao mundo. E para quem.









