terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Horário do Sol

Como muitos brasileiros, levanto cedo pra não perder o horário. Ou melhor, para não me atrasar. Chegar adiantado é melhor do que atrasado, assim não corro o risco de falhar na minha sã característica de ser um falso-mineiro. Pobre comedor de queijo. Tem a fama de esperar o trem 1 hora antes do horário devido. Manias e manias, diz Eclesiastes, é tudo manias.

Pois bem, até sábado passado, a parte da manhã ainda não tinha a luz de nosso querido Sol. Velho de guerra, persiste em aparecer, ou a Terra persiste em girar em torno do bonitão, sem freio. E que nenhum físico me enxa o saco, não estou com paciência de correções à essa altura do texto.

Logo, as luzes predominantes ao longo de meu percurso até o local de trabalho nada mais são farois iluminando o próprio caminho. E um pouco dos outros também que é pra não deixar de ser egoísta.

De sábado para domingo, voltou o bom e velho horário normal. Que beleza. O Sol no seu tempo certo, a nossa vida na rotina do ciclo dia-noite em prumo. Mais ou menos né?

Não minto se o que mais persistia na cabeça do brasileiro, confuso dentro de um fuso próprio, ou seja, semfuso, acabava vendo o dia alterado em 1 hora a menos. Se era no horário de verão 1 da matina, agora passa a ser meia-noite em ponto.

E o despertador, passa a tocar em seu horário devido, com a presença marcante do Sol! Se por alguns meses eu me acostumei com a ausência da luz, a presença da luz me ofusca.

E me culpa. Como bom não-mineiro e semfuso, acordo antes do toque do despertador com a claridade do Sol passando pelas frestas da casa por causa do sentimento de culpa. E sentimento de raiva pela porcaria do organismo ainda não estar adapatado ao novo horário.

Bastasse imaginarmos que a tradição do horário de verão veio para economizar energia. Mas não economiza a paciência dos proletários brasileiros que se revoltam dia após dia ao acordar em uma manhã escura. E terminar o expediente com o dia claro demais da conta.

Volta o horário normal, começamos os dias com claridades e o fim de expediente, acompanhando o pôr-do-sol.Diz a ANEEL, ou Agência Nacional de Energia Elétrica que a economia varia de 4 a 5%. Bom, assim não há sobrecarga em nenhum lugar do Brasil e todos ficam felizes e satisfeitos com a situação de que não faltará luz.

Agora que estamos em horário normal, reparei no primeiro dia com horário de verão que as senhorinhas que, no horário antigo dormiam em seus travesseiros sossegadamente, agora empunham suas vassouras e começam a varrer suas calçadas como forma de deixar a fachada da casa em bom estado visual. Cena tal que eu não presenciei em nenhum momento matutino no horário de verão. Também dera, a noite, todo gato é pardo. Seguro? Nem um pouco.

Por que não dizer que nos sentimos faltosos na árdua tarefa de, assim que o Sol desponta seus fulgurosos raios, temos que trabalhar? Condicionamento? Que coisa, o ratinho, na sua gaiolinha, em experimentos psicológicos, ganha uma sementinha para se satisfazer ao perceber que o botão a sua frente libera a suculenta alimentação. E nós ganhamos ao recebermos os raios solares em nosso campo de visão, uma estra noção de ter que trabalhar para tocar a vida, ou manter a casa limpa. Comparável não?

Semfuso e Mineiro-sem-registro, independente de 5%, da ANEEL e de qualquer raio-que-me-parta, ainda acordo com o peso na consciência de que algo está errado, que estou atrasado e que é melhor correr. E de que sou manipulado pelos horários que nos são retirados e impostos. E de que o Sol, independente de governo ou da situação, ainda é o Disco solar que manda no Sistema - e nas queridas vovós que preferem a luz solar para limpar as calçadas ante ao perigoso amanhecer escuro. E no meu fuso pessoal. Nessa gaiolinha que serve pra todo mundo se acostumar a apertar um botão no início do mês, para satisfazer nossas necessidades financeiras.

E ainda tem gente que acha os antigos povos eram burros em adotar como principal deus, o Sol.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vai ser só minha

Tinha estranhado um pouco a letra de uma música quando estava ouvindo o rádio e por um acaso estava tocando uma banda de rock adolescente ( nada contra, para mim esse tipo de música é comum, dado o fato de trabalhar com adolescentes), que vem bombando nos últimos tempos.

Fiquei pensativo por alguns minutos quando comecei a prestar um pouco mais de atenção na letra em si. me incomodou a situação de posse apresentada pela letra. Obviamente o que eu percebi foi algo um pouco superficial, nada de análises acadêmicas, psicológicas e afins. Apenas ouvindo. Pode até parecer aquelas coisas que muita gente gosta de perguntar para os professores de História, se Lucy in the sky with diamonds ou Sem Lenço Sem Documento referem-se ao LSD. ( Tá esperando que eu fale disso agora? Vai ficar a ver navios.)

Pois bem, a canção em questão se trata da múisica da banda Cine chamada Garota Radical.

Na música acima apresentada, percebo a descrição de um indivíduo cuja paixão é voltada para uma garota. O Eu-lírico apresenta uma situação em que tem para si em detalhes as condições de vida da garota, reparando em seus hábitos costumeiros, o fato de "ir às quintas ao Shopping e dedicar os Domingos aos pais", e observando seus gostos e costumes, como "ouvir a banda que ele não escuta". Para ler a letra clique aqui.

E pra tornar a situação desafiadora para o garoto-lírico (kakaak!) toma toco a torto e a direito. Para tanto, o mesmo se conforma e prova que insistirá que um dia tudo isso será revertido, "apostando um beijo que ela o quer", tratando-se de um joguinho da moça.

Até ai tudo bem, o garoto conhece a menina, sabe dos hábitos dela e para tanto, o próprio descreve quem ele é. Seria fácil se ele só falasse na canção quem ela é e deixar sua personalidade de fora. Porém ele precisa provar para ela a causa passional: "Sou egoísta e por isso me entrego a permanecer a gostar cada vez mais e mais e mais e..."

Remontando a situação: Um garoto que se considera egoísta faz questão de provar que conhece a vida da menina, que sabe de seus costumes e para conquistá-la insistirá o quanto for necessário. A bomba da canção, quanto ao sentimento que o eu-lírico apresenta está em dizer que

Te vejo na minha (Te vejo na minha)
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Falo tão sério, é sério você vai
Vai ser só minha (Vai ser só minha)
Vem ser só minha
Vai ser você
Aposto um beijo que você me quer
Bueno, para a canção em si, chama a atenção de qualquer um a exposição egoísta do indivíduo em si. É apresentado repetidamente por uma voz um pouco distorcida que ele a vê em sua própria vida e ela será só dele, insistindo para que ela "perceba" que isso se tornará real, como que provando que tudo o que ele fala, é sério, é real, ele não mentiria sobre seus próprios sentimentos.

Para mim, a canção apresentou, ou representou um sentimento de posse e paixão muito forte - declarar que só será dele e insistir que só será dele é reforçar a situação em si e provar para si mesmo que ela não terá outra alternativa a não ser ele. Poderíamos até falar que é uma insistência do próprio ego para que ele não a esqueça - como quem conversa consigo mesmo, ou como o id que reforça seu próprio ego. Mesmo assim, o sentimento de posse é um reforço de si para si mesmo sobre a outra figura.


Tudo isso só ficou mais esclarecido para mim quando lembrei-me de um caso extremamente passional e possessivo, ocorrido em 2008. Um jovem, que ao ver findar-se seu próprio romance, não se conforma e transforma a situação em um dos cativeiros mais filmados no Brasil - o caso Lindenberg.

Lindemberg Fernandes Alves, atualmente preso, terminara recentemente o namoro com a garota Eloá Cristina Pimentel da Silva. Não conformado com a situação resolveu voltar o namoro de uma forma exagerada. Retornou ao apartamento da guria e a aprisionou por vários dias, como quem força a reatar o namoro. Emprego? Família? Não importava. O caso era a tentativa do retorno do namoro. De uma maneira incomum.

O caso chamou a atenção do Brasil em dois aspectos: em caso das negociações, Lindemberg permaneceu por 4 dias insistindo na situação - em se render e defazer a rendição - o que ocasionou numa preocupação do tempo de cárcere permanecido naquele local e nos possíveis sofrimentos que ele poderia estar ocasionando para Eloá e para sua amiga que também era refém. Num segundo aspecto estava no sentimento possessivo, de um indivíduo de 22 anos que não aceitava ter perdido sua ex-namorada e passionalmente procura a alternativa física, em que o fato de aprisioná-la a faria retornar. Seria o caso da ausência do diálogo - o sentimento de posse e propriedade instalava-se como definitiva ao sentimento do rapaz.

Se trata de uma situação de fragilidade - uma tentativa de reposição de sentimentos - já que não a atenho mais, a terei pela força - já que não consigo pela conversa, já que sou inseguro, partirei para o lado físico, real e saio do imaginário e platônico.

 Trocando em miúdos ( eis que aparece a tão esperada expressão!) para Lindemberg, Eloá "vai ser só minha" e a repetição interior, a voz distorcida que repete no seu ego é a realização física do ato - a prisão e as ameaças.

 Não estou dizendo que a banda Cine tem características possessivas, mas não pude deixar de reparar na proximidade das situações - do Eu-lírico que conhece a vida e insiste que ela só será dele e de Lindemberg que perseguia Eloá, observando sua saída da escola e sendo conhecedor de seus horários. O rapaz procura o domínio da situação assim como o Eu-lírico insiste em conquistá-la, mesmo que receba um não.

 No caso, insistir em alguém que gosta não é um problema, mas sim o exagero, a perseguição, a anulação social do indivíduo ante ao sentimento de posse do outro - isolo ela do resto do mundo e ela só será minha e de mais ninguém.

 As ligações para mim podem ser um pouco mais visitadas por psicólogos ou interessados, mas são sentimentos um tanto quanto revelados. Tudo isso não passa da exarcebação do ciúme.

 Não há problema nenhum em ouvir Cine. Não há problema algum em apaixonar-se, amar. Mas há no exagero da paixão, na perda do auto-controle e do prevalecer do próprio ego contra o outro ego. "Quando um não quer, dois não briga" é um caso a ser revisitado por todos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cartões via fone

Quando comecei a lecionar Ética e Cidadania em uma escola técnica para o curso de Marketing e Vendas e para o curso de Administração, comecei a perceber pessoalmente que muitas coisas que eu ensinava, condiziam com algumas situações da vida cotidiana.

E uma das coisas que mais me recordo foi justamente ter tocado no assunto "respeito ao consumidor". Nao entrarei no mérito de falar qual é o artigo do Cógido de Defesa do Consumidor, mas posso dizer com forte lembrança que uma das coisas que mais aprendemos é que o consumidor não pode ser obrigado a efetuar uma compra contra sua vontade. E que o Código de Defesa do Consumidor sempre dará prioridade ao consumidor.

Pois bem, a minha melhor recordação ocorre praticamente com uma frequência semanal, ou seja, ao menos uma vez na semana recebo telefonemas de cartões de crédito oferecendo seus cartões e empurrando as melhores comodidades e promoções, com direito em alguns casos de ganhar ausência de anuidade.

Muitas vezes as promoções são extremamente atrativas, e até ao ouvir o discurso do indívíduo do outro lado do telefone faz parecer que o produto em si é perfeito. Ledo Engano.

Somos persuadidos a acreditar em uma coisa que está fora de nossos alcances - fora de nosso campo de visão. A atendente fala, fala, fala e não temos direito sequer de abrirmos a boca, visto que a possibilidade de oferta a fazer com que o consumidor cale-se e se convença sem questionamentos.

A tática utilizada pelos atendentes de Cartões de crédito me faz recordar muito as propagandas de coisas inúteis dos canais pagos da televisão do mundo afora. É mostrar que tudo é perfeito, ótimo e que nunca estragará. No primeiro ano, OK, segundo já está enferrujado e encostado em alguma parte da casa. Simples e prático - somos manipulados a adquirir algo que no mundo da imaginação fará subir aos telhados, emagrecer em 1 semana e cozinhará a sua comida como nenhuma avó do mundo seria capaz de fazer.




Por mais que se acredite e que as pessoas que aparecem na televisão mostrem o fantástico mundo do consumo, não podemos acreditar de pronto. Melhor analisar e ver se cabe no bolso. Mas é esse o papel do telemarketing, muitas vezes. Provar via fone que somos capazes de ser felizes com aquele produto.

Por isso somos induzidos a ouvir e ouvir e ouvir aquele monte de promessas que cabem a qualquer vendedor esperto que quer atingir a cota do mês e receber "aquele" salário.

Quando dizemos não, como eu disse a semana passada, somos conduzidos ao erro. Somos tratados como os ignorantes da situação.

Recordo-me muito bem da última conversação Cartão-consumidor. O atendente, como forma de intimidação já vai dizendo: "Para sua segurança essa conversa está sendo graavada." como quem diz para não sermos grosseiros e chingarmos mundo afora. Fico com um tremendo medo quando falam isso. Ahan.

Depois o rapaz despejou aquele monte de informações acerca do cartão de crédito, que por sinal de criatividade termina em card. Quando ele terminou, eu apenas disse que não queria comprar pois como consumidor não sou obrigado a comprar nada contra meu gosto.

Querendo causar mais intimidação, o dito cujo da conversa disse: "Não estamos te obrigando a comprar nada, isso se trata de um oferecimento. a ??????CARD agradece a sua atenção tu-tu-tu-tu-tu-tu..."

Por um fato de infantilidade, o indivíduo muda sua voz no final da ligação para tons levemente rígidos, quando digo NÃO ao pobre vendedor. Fazem sempre como um pai que mostra que está certo e o filho está arredondamente enganado, mesmo que o filho esteja certo. É o dom da persuasão, tal qual um jogador de truco que na teceira jogada com um 4 na mão, pede "6" como se estivesse com o maior zap do mundo. E a manilha era um ÁS, por exemplo. Blefe puro. E isso não me intimida.

Por mais que se pareça estranho, nossos nomes estranhamente estão rodando pelas empresas de empréstimo mundo afora. Já passei pr quase todos os nomes e aprendi uma coisa nessa corrida contra a chatice - ao falarem um monte, peço para que passe para um gerente e para que tirem meu nome do cadastro e que não quero mais receber nenhuma ligação desta augusta empresa. Simples como um miojo.
Funciona. E tem que funcionar. Somos consumidores. Estamos amparados a uma lei que nos protege e nos ensina que não somos obrigados A sermos consumistas. É nessas horas que devemos pesistir com nossa moral e ver que podemos dizer NÃO, mesmo quando o SIM pareça ser tão legal.

Nossa opinião deve sempre prevalecer mais que a do vendedor. Ser crítico é saber escolher e saber que não somos obrigados a adquirir o mundo pelo telefone. Cartão de crédito se oferece em qualquer banco. Se aprendermos a correr atrás e não o contrário, seremos mais respeitados do que um mero indivíduo que sobrevive por trás de um telefone, pronto para encher o saco de mais um cidadão brasileiro.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ligações sem palavras de ordem

Um dia antes de começarem as aulas, resolvi sentar-me diante de um jornal para recolher informações escritas sobre o cotidiano.

Me deparei com uma quantidade de informações que não assustaram "quantitativamente" mas "qualitativamente". Pescando uma coisinha ali e outra aqui, acabei criando uma linha social pessoal - ou seja, junta uma coisa ali e outra aqui e daí vira uma coisa só. Científico não?

Pois bem, ao abrir a Folha de São Paulo do domingo do último dia de janeiro deste ano tão novo ( que é 2010, ok?) a primeira informação que me atraiu foram as palavras de Gilberto Dimenstein. Em seu artigo " O que você não vai ser quando crescer?" Um dado me espantou: 55% das vagas dos cursos de pedagogia e licenciatura não são preenchidas, contra a preponderância da velha tríade "Direito, Medicina e Engenharia".Os argumentos são básicos - a valorização social é baixa, tal qual o salário, acompanhada de uma "rotina desgastante".

O outro dado foi abrir a "Folha Ilustrada" e ver dois dados interessantes: O primeiro seria o do caso de "Relações 'descartáveis' são maioria em novelas", escrito por Audrey Furlanetto  e por Rodrigo Russo, Silas Martí e Laura Mattos em "Tudo à venda - novelas passam por auge do merchandising e turbinam lucro com celulares, carros e hidratantes no enredo".

 No primeiro caso, a situação está em mostrar que estudos acadêmicos estão revelando situações de como as novelas influenciam (indiretamente) as formas de relações amorosas, mostrando o quanto que o número de casais separados são relacionados aos números de personagens com vida amorosa líquida, que se esvai num piscar de olhos. Simplificando, as novelas infuenciam no comportamento social. Sobre o caso,a citação de Lauro Cézar Muniz tornou clara a sua opinião:

"as crianças não sofrem tanto [os efeitos das novelas] quanto dizem os moralistas." Elas são inseridas na realidade. É como receber ligações sem palavras de ordem."



O segundo caso, foi a questão de inserir cada vez mais marcas suficientemente lucrativas para que, de um jeito ou de outro, seja realizada uma "divulgação direta", cujos produtos estejam inseridos na trama da novela. Mais dinheiro, mais merchandising, e mais lucro e...

Vamos juntar tudo agora. Fácil não? Nem um pouco, mas revelador.

PRIMEIRO: Somos bombardeados por informações que nos conduzem à uma espécie de comportamento estranho, em que a moralidade e posições de juízo estão ausentes, tornando os relacionamentos afetivos líquidos, tal qual jogar um copo d'água ralo abaixo. Observamos esses mesmos personagens consumindo coisas boas, que nos atraem para um consumismo indiretamente conduzido pelo merchandising. O que está na televisão é moda. É legal. Vou copiar. Esse comportamento é comum, a novela está certa.

SEGUNDO: Ao apresentar que 55% das vagas de licenciaturas nos ensinos superiores não sao ocupadas, demonstra-se claramente que a procura por ser professor tem caído por reflexos sociais diretamente apresentados - "professor ganha e trabalha mal." O lance é procurar uma outra área e partir para a briga.

CONCLUSÃO PARCIAL: Estamos em uma sociedade em que, ao desvalorizar ou mesmo depreciar a figura do professor, outra coisa aparece em evidência para substituir tal situação - pra que ser professor se a televisão já me ensina tudo - a viver bem, a se comportar bem e obter o bem?

É mais ou menos isso - vivemos em uma sociedade em que novelas e televisores demonstram condições sócio-econômicas aparentemente "positivas", o que torna nossa população alienada em uma proposta consumista. Ninguém assumiria tal posição, mas somos indiretamente manipulados. Reflexo disso é a moda das ruas repetirem o que se passa nas novelas. As mães que dão nomes as filhas tal qual boas personagens das novelas e os exorbitantes 45% dos casamentos entrarem em divórcio.

CONCLUSÃO FINAL: Infelizmente, a televisão tem ensinado o que não precisa. Talvez tornou-se um meio de informação mais utilizado do que imaginamos. Somos conduzidos por suas propagandas, pelo seu excesso de cultura inútil, pela necessidade idiótica de cuidarmos da vida do outro que está confinado em uma casa 24 horas vigiada. Somos filhos de uma situação favorável à informações televisivas, a comprar o que não queremos e a optarmos por comportamentos líquidos. A televisão é, neste caso, um meio de ensino. Enquanto que cada vez mais, as pessoas se desinteressam pela licenciatura, veem como sofrida a vida de um professor, melhor é estar na frente de um televisor que ele me ensina. 

Trocando em miúdos, o televisor tomou posições de um professor. Crianças são conduzidas por "ligações sem palavras de ordem", já diria Muniz. E o que mais precisamos é de licenciados, que tomam posições fortes e não lamentam mundo afora das condições da profissão. De uma política pública que não procura mais tempo na propaganda eleitoral gratuíta para manipular mais a cabeça do nosso eleitor bienal (que vota de 2 em 2 anos, período ótimo para ser lembrado como um cidadão) e observa mais a qualidade de ensino, que depende de 45% de pessoas que lutam por serem professores.

Necessitamos de professores, não de televisores. Trata-se de uma boa briga, que uma hora ou outra deverá ser revertida.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Universo psicológico

O problema de ser observador é que as vezes você observa o que é desnecessário. Ou que é necessário, mas não para você.

Estava eu prazeirosamente a esperar me chamarem para um exame médico, quando a secretária chamou-me para confirmar alguns documentos: RG e aquelas coisas de sempre, endereço e tal. Para tanto, ao terminar, as duas atendentes retornaram as suas atividades normais. Começaram a conversar entre si e fofocar coisas da vida cotidiana. Bom, creio que vossa senhoria que escolheu gastar seu tempo com tal leitura, percebeu que o narrador estava a observar algo alheio. Coisa feia né?

Enfim, estavam conversando intensamente e baixinho que era para ninguém ( que podia ser eu neste caso ) ouvir. E falaram até a médica chegar. Assim que ela chegou, começou a comentar com as atendentes ( que eram duas e e se eu não tinha dito antes digo agora) que ela queria comprar uma chupeta do Corinthians. Para quem eu não sei, creio que fosse para alguma criança. Ou seu filho. Ou alguém extremamente fixado na fase oral.

Pois elas conversaram intensamente sobre a dificuldade de se achar uma chupeta do Corinthians para comprar e a doutora pedia auxílios para encontrar uma loja no município que pudesse oferecer tal artefato infanto-futebolístico.

Pois já com um suposto novo prontuário em mãos, chamou imediatamente seu paciente. E assim que saiu, pediu para as "meninas" darem uma "procurada na internet".

Entrou a doutora e entrou o paciente. Ficaram as meninas e eu a esperar. Pois mal a doutora fechar a sua porta e uma das meninas disseram: " Ah! Já estou procurando ( imagine um tom irônico aqui tá)"

Pois as duas começaram a tricotar blusas sobre últimos ocorridos entre elas e a doutora. Falavam em voz suficentemente audível. Não só para elas, mas para mim também. Estavam atrás do balcão conversando tranquilamente sobre os "pedidos da médica", como se ninguém estivesse prestando atenção. E realmente todos fingiam não ouvir, mas era possível compreender sem muita dificuldade.

Fiquei meio incomodado, pois imaginei o tamanho da confiança da DRA. neste caso para com suas auxiliares. Apesar de serem contratadas por ela, ainda tinham a audácia de em bom som de voz criticá-la por causa de uma peça de borracha anatomicamente possível de ser chupado por um nenê. Ou por alguém com fixação na fase oral. Que torça pro Corinthians.

É incrível como as vezes isolamos nosso universo por causa de um balcão, uma peça que nos separe de um ambiente para outro: daquela cena, consegui recordar que as vezes, ativamos esse modo "microuniverso" e lá ficamos acreditando que uma coisa é estar ali dentro, e que por questões de algumas barreiras físicas tal qual um balcão ou mesmo até uma mesinha, somos capazes de isolarmos rapidamente do geral e criar um outro universo "aparentemente invisível".

Trocando em miúdos, temos uma facilidade incrível de transformarmos o ambiente público em um espaço privado, apesar de ele ainda ser público. A barreira física não nos isola, mas mente humana é fantasticamente preparada para fantasiar situações que nos façam acreditar que aquilo de fato ocorra. Imaginamos o isolamento sem estarmos isolados, e fantasiamos por alguns minutos que estamos isolados. Quando não estamos.

Talvez gostemos de ficarmos isolados para podermos viver a nossa realidade, e não a múltipla realidade. Podemos assim talvez expressar nosso pequeníssimo mundo pessoal, o EU interior que muitos gostam de falar e ali ficar. Saiu dali, a coisa volta ao normal.

Talvez seja por isso que ficamos um pouco mais a vontade atras de um púpito, ao invés de termos um simples microfone. Corinthianos famosos ficam soltíssimos para falar em um púpito, a ponto de transformar uma crise financeira em uma pelada de sábado a tarde! Criamos o nosso mundinho particular rapidamente e pronto! Palavras para que te quero! Óbvio que isso não ajuda, mas que enfrentar um público com ou sem púpito é muito diferente, é.

Enfim, as duas atendentes me lembraram que sempre gostamos de recorrer ao nosso pequeno universo. De na nossa infância nas nossas carteiras com os nossos rabiscos e nossos lápis e borrachas. Com os livros ordenados do nosso particular jeito, e por que não dizer que o mundo isolado fosse tão propício para conversar? Ninguém no meu universo ouviria, não é mesmo?

Assim somos, ainda recorremos ao nosso universo pessoal para podermos interagir com o nosso mundo. Interagir com nossos colegas de sala. Com os nossos colegas de trabalho. Com os pacientes que pouco estão se lixando. E vomitar sobre chupetas e malidicências de patrões, em frente de um público que supostamente não está ouvindo. Nem um pouco.

Basta uma carteira, ou um balcão e uma necessidade de adquirir uma chupeta do Corinthians e o mundo repentinamente se torna egocentrista.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O século das Humanas

Lembro-me perfeitamente que quando ingressei em meu curso superior, uma das coisas que eu mais parava para pensar é o valor dos cursos de humanas. Pois bem, entre tantos pensamentos uma das coisas que eu mais parei para pensar, como uma forma de conclusão pessoal sobre tudo que já se passou não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro como um todo foi que eu possivelmente acreditava que o século XXI seria o século das humanas.


Humanas no sentido das ciências humanas. Tudo aquilo que refira a humanidade, suas causas, consequências e atos. Parei para pensar que o século XXI seria o momento pelo qual o homem se tocaria e começaria a olhar para o ser humano, olhar para o outro, para si e não para o que ele tem.

Trago cá minhas conclusões: O século XIX foi um século para a humanidade de definição economica espacial: as colônias, as neocolônias e as "neometropoles" começavam a traçar seus objetivos para aquilo que fosse de interessante para a fixação econômica do estado em si: A Europa (não toda) estava a pleno vapor, com suas máquinas invencíveis que construiram aquilo que tanto gostamos de denominar de revolução industrial. Foi praticamente um século em que, grosso modo, a economia guiou e participou no avanço social - tanto pelo lado positivo, acompanhando o crescimento patronal quanto pelo lado negativo, ao dizermos sobre as mazelas da sociedade proletária.

Resumindo, a Europa definiu sua posição econômica - manipulou sua própria população para o crescimento econômico, em que poucos poderiam de fato participar desse crescimento. Conquistar foi a palavra sagrada deste momento. E conquistar, no sentido de "obter", "ganhar". 

E dentro desta conquista, não podemos esquecer da posição dos estados europeus quanto aos outros continentes: Com a América, a superproteção econômica inglesa ao Brasil, como reforço de uma nova nação como fornecedora de matéria-prima para a indústria têxtil. Com a África e Ásia, com a utilização de mão-de-obra praticamente de graça e um novo mercado consumidor e o direito de traçar um novo mapa com régua como instrumento de trabalho para dividir aldeias que desconheciam o que é nação no sentido ocidental.

Generalizando, o século XIX foi um século de posicionamento econômico Europeu, da utilização da mão-de-obra barata e matéria-prima de outros novos continentes. O pensamento do homem em si era todo voltado para conquistas.


Já o século XX é um século diretamente ligado ao século XIX. No primeiro conceito, que eu deixaria aqui, o século XX iniciou-se como uma consequência direta do conquistar do homem. É só lembrarmos do misto desejo de defes e conquista provocados pela 1ª e 2ª Guerras Mundiais - não foram guerras causadas pura e simplesmente pela necessidade de conquistar e defender o pouco que tinham? Ou o muito? E qum levava sem querer o peso disso tudo, do crescer e do progredir, do conquistar? O povo.

Os anos passaram e o século XX passou por três períodos: das guerras e conflitos diretos da 1ª e 2ª Guerra Mundial, dos conflitos indiretos entre EUA e URSS e o período de Globalização, consequência direta da Revoução Industrial.

Não desprezaria jamais as produções filosóficas destes dois últimos séculos, muito menos as descobertas psicológicas e sociais desenvolvidas pelos cientistas, sociólogos  e historiadores. O século XX foi revolucionário na área das humanas. Mas aqui, cabe ressaltar que o ponto estratégico é que essas ciências não atingiram o seu auge: naõ foram reconhecidas como tal. São ciências de pensamentos, que, não produziria lucro. Portanto, ficaria de lado.

Resumo da ópera: Os dois últimos séculos foram marcados pela necessidade do consumir, do obter e do não refletir sobre o que virá a acontecer, apesar do crescimento acadêmico das ciências humanas.


O reflexo que vejo da modificação dessa sociedade, são os sinais deixados pelos movimentos humanos. Depois de tanta guerra, de tanto querer, na década de 70, a população estarrecida procura buscar um lado mais espiritual, como forma de escape da conquista desenfreada dos grandes, que pouco se importam com os pequenos. Sim, os Hyppies. Para mim é o reflexo direto da modificação da sociedade. Veja que 30 anos antes da modificação dos caracteres, sendo o "I" sair do meio dos "xis-xis", já pediam paz e amor. Já pediam o fim da guerra do Vietnã. Já não queriam mais saber do consumismo e desejavam uma sociedade mais igualitária.

A sociedade reprimida pelos desejos dos governantes pedia um basta. E não foi diferente no Brasil. Basta vermos os reflexos de nossa sociedade calada pela ditdura militar, os movimentos culturais do tropicalismo e mais ao fim, os pedidos de Diretas Já. A sociedade como um todo pedia socorro. E um basta: não aguento mais.

O final do século XX foi posicionado em um momento de incertezas e dúvidas: das reações de grupos terroristas, e de homens e mulheres duvidando das instituições tão seguras de si, trocando em outras pequenas palavras, o século XX terminou comum ponto de interrogação: E ai? Coquisar, obter, ter, é tudo? O verdadeiro sistema que rege o mundo é o econômico? É ser capitalista? É ser comunsta? Marxista? Liberal?

Quero nesse momento compartilhar o pensamento de um dos "arquitetos" da Perestroika, Alexsandr Yakovkev:


"Nos Poucos anos que restamdo século XX, as últimas ilusões que temos do comunismo que conhecemos esde a metade do século XIX cm certeza terão sido totalmente destruídas. Ao mesmo tempo, veremos uma restauração de valores verdadeiramente humanos. Até agora, os valores humanos foram, como uma questão de política ativa, completamente dominados pelos desenedimentos, mentiras e calúnias. Chegou enfim a época em que serão libertados. Quando consideramos tanto o presente como o futuro, não podemos deixar de concluir que a prinipal crise que enfrentamos hoje está no domínio dos ideais espirituais."
Citei nosso querido Yakovlev como meio de reflexão: depois de tantos conflitos esquecemos a humanidade - de olhar para dentro de nós mesmos e procurar os nossos problemas.

Passamos dois séculos procurando o que engrandecesse os países, as nações e as economias. Agora a população desses países se cansaram e necessitam crescer por dentro. Cada um com seu destino. Depois de tanto crescer, o homem ficou sem crescer.

Ao dizer que nosso confronto é espiritual, prefiro traduzir como a ausência interior do indivíduo. O vazio completo. A ausência do eu em confronto com o geral. Dos celulares que nos ligam a todos que queremos em qualquer lugar que estivermos, mas que não responde aos nossos mais íntimos problemas.


Não seria agora o momento de vermos o homem voltar para si e descobrir-se? Não que ele não tenha feito isso já, mas não com tanta intensidade. Mas está na hora da psicologia sair dos consultórios e trazer a tona a possibilidade de se observar. De se tocar que os espaços urbanos que convivemos é consequência direta das necessidades e planos de grandes e pequenos: de afastantes e afastados. De observarmos que a liberdade que tanto se diz que é oferecida pelos Twitters e Facebooks da vida são apenas uma amostra de queremos mostrar aos outros um pouco da nossa solidão.

Que se você constroi uma casa em um local inapropriado, que por falta de tato mental tudo pode vir a desabar é um gesto de não ouvirmos o muito que tem a dizer o mundo em que vivemos, a pura e viva geografia? Não, fundação e alicerce servem pra segurar, enquanto ficamos tristes com mortes e culpamos a natureza. A casa, reta e firme é intocável e perfeita. A morte e as consequencias são imprevisíveis e imperfeitas. Assim é facil culpar qualquer divindade que seja.

Que estamos atrelados a uma proposta governamental que nós mesmos escolhemos, e que tudo que acontece de injusto é prova do nosso silêncio diante de uma proposta maior, de nosso medo. Que a verdadeira paz não se busca na ausência da guerra, mas em guerrear com o ser interior. Que pensar não cansa, mas muda um pouco de cada um de nós. Está mais que na hora de voltarmos para nós mesmos e concluirmos definitivamente que um país não faz a felicidade. Um governo não põe alegria na mesa, por mais comunista que seja. O mais belo carro não traz as benesses da verdadeira amizade.

Prova disso é que vemos cada dia mais as ciências duras se aproximando das ciências huamanas, para concluir o que os números não conseguem provar. O ser humano não é exato. Acordamos diferente a cada dia. Não nego o número, mas jamais posso concordar que ele responderá a tudo. E não tem conseguido.
O século XXI está apenas em seu princípio, comemorando seus 10 anos. Mas, entre tanto alimentarmos os outros, está na hora de nos alimentarmos. De sermos o objeto de estudo, definitivamente. Não precisamos mais ir tão longe, concluir tantas coisas em outros planetas, enquanto o nosso está humanamente necessitado. 

Sim, depois de tanto ter, alcançar, conquistar, é chegada a hora de nos observar: o que somos e o que fazemos. Eis o século das Humanas.



domingo, 10 de janeiro de 2010

Educando a saúde

O ano passado foi o ano do terror para todas as escolas: a pedido do Ministério da Saúde, fecharam-se as portas dos locais onde possivelmente teriam aglomerados de pessoas. Por quê? Por causa da gripe aviária uai, precisa outro motivo?

Enfim, foi o desespero: as escolas tiveram que apertar seu calendário, remodelar seu quadro de professores e mandar bala! Foi um verdadeiro transtorno que, em algumas escolas, deu o ar da graça até o dia 23 de dezembro do ano passado.

Fora o medaço que essa gripe deu, poderia dizer que o que mais me marcou foram as preocupações que a gripe em si provocou. E não menos importante, temos que nos recordar também das ações educativas tomadas pelo Ministério da Saúde:



O mais interessante de tudo são as informações que recebemos diante dessa situação - e vieram em boa hora por causa do frio, tais como lavar as mãos frequentemente utilizando-se também do álcool em gel, usar lenços descartáveis e espirrar entre o braço e o antebraço para evitar espalhar o vírus.

Não nos esqueçamos pois, da nossa mais famosa manifestação cultural - o carnaval. É nessa época que todos os postos de saúde e empresas de comunicação e propaganda ficam mais atentas à criatividade e a pluralização da utilização da famosa camisa-de-Vênus, ou popularmente conhecida por camisinha.


É nesta época em que se acredita que o brasileiro fica mais aceso. É. Bebida, música agitada, aglomerado, mulherada e pronto! Taí o ambiente perfeito para o sexo. Como se o sexo só aparecesse nesses aspectos, mas são 5 dias entregues aos desejos mais libidinosos. E depois desse dia conta-se 40 dias de retidão e jejum. Ahan.





Enfim, o que acaba acontecendo é mais uma situação sazonal: período de aglomerações e festas levam ao sexo que podem levar às famosas DST, entre elas a nociva SIDA, ou AIDS. E ai entra a criatividade e as mais diversas formas de propagar a prevenção e o sexo seguro.

O que me intriga não é a ação do Ministério da Saúde. Ela é totalmente positiva e válida. Precisamos ser realmente informados e prevenidos de possíveis problemas. É a forma pela qual tomou-se a atitude e não acordamos para a realidade. Digo que não acordamos pois a melhor forma que temos para evitarmos a disseminação de doenças é a prevenção. Prevenção educacional, informando sobre os riscos e formas de prevenção.

Trocando em miúdos, o brasileiro não pega gripe só no frio - aliás a gripe suína pode ser espalhada em qualquer momento. Aliás, reuniões de várias pessoas acontecem em qualquer época do ano.

Trocando em miúdos mais uma vez, que é para não perder a prática, o brasileiro não faz sexo só no carnaval. Ele mete a qualquer hora e em qualquer lugar, tal qual qualquer ser humano tem essa possibilidade. E também pega AIDS ou qualquer que seja a DST fora do período do carnaval. Nossa, fui grosseiro? Desculpe.

A real situação é que nossa sociedade pode e tem condições de ser prevenida em outros momentos - temos milhares de escolas que estão de portas abertas para informar dos perigos das doenças, da prevenção em geral. De formas positivas de higiene e dos problemas causados pelos vermes e bactérias provenientes de nossa preguiça higiênica.

Se puxarmos as orelhas das crianças ( não leve ao pé-da-letra, ok? ) a consciência salutar é construída com muito mais segurança do que imaginamos. E por que também não falarmos de outros espaços, como apresentação de palestras em empresas, sociedades e outros locais?

O grande segredo está em não pensarmos em doenças ou em prevenções em épocas específicas. A dengue mata o ano todo, assim como a gripe, tuberculose e outras doenças mais. Quiçá a conjuntivite, que é tão simples mas pode se transformar numa epidemia,  não tem preocupação preventiva.  Nenhuma doença é sazonal (até onde eu saiba e se você souber de alguma, por favor me informe nos comentários)Se gastamos tanto com a remediação, seria um tanto quanto interessante gastarmos mais com a prevenção. Já está passando da hora da educação ser um fator prioritariamente saudável. O Ministério da Saúde e o da Educação precisam conversar mais entre si.


P.S.: Tu que escrevestes a doença que é sazonal, concorda comigo que apesar de eu ter esquecido de alguma coisa, realmente a prevenção não-sazonal é necessária, né?